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Agrocombustíveis:
armadilha para as mulheres? Instituto Eqüit Gênero, Economia e Cidadania Global A presente publicação se insere na linha temática
denominada Globalização e Políticas Macroeconômicas
na qual a entidade se debruça sobre os temas econômicos e
comerciais que têm infl uenciado a vida de homens e mulheres de
forma desigual, levando em consideração o papel do comércio
internacional. Nesse sentido, o tema dos agrocombustíveis vem tomando
um papel central tanto no debate sobre a crise alimentar no mundo, o aquecimento
global e também |
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SEMEAR A IGUALDADE Esta publicação é fruto do trabalho de formação do GT Gênero do Rio Sul CONSAD. Os CONSADs são novas institucionalidades intermunicipais com participação do poder público e da sociedade civil organizada para desenvolver estratégias e políticas de segurança alimentar e de desenvolvimento local. O projeto foi desenvolvido em 2007 em parceria com o Instituto Sere." |
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A privatização da água
na cidade de Manaus e os impactos sobre as mulheres Um dos elementos estratégicos centrais da atual divisão
internacional do trabalho no mundo globalizado é, sem dúvida,
o aproveitamento em larga escala dos bens ou recursos naturais com fins
lucrativos. O modelo exportador de bens provenientes da agricultura e
da natureza (produtos florestais, pesca, minerais, etc.), apoiado na exploração
flexibilizada da mão-de-obra barata, são os
dois pés fundamentais de sustentação dos investimentos
estrangeiros na América Latina e em vastas regiões do mundo.
A dinâmica de mercantilização de todos os bens naturais
e da própria vida está alcançando níveis até
agora impensáveis e muitas vezes dramáticos. |
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Negociações na Organização
Mundial do Comercio e seus impactos nas Américas Desde a criação da OMC, em 1995, seu poderio crescente surge do papel cada vez mais importante do comércio internacional. O aumento do escopo da OMC, que inclui não só a negociação de regras para o comércio de bens e serviços, como também da propriedade intelectual, numa cada vez mais ampla gama de atividades e setores econômicos, a torna cada dia mais e mais poderosa. As regras negociadas e assinadas pelos países que integram a OMC acabam formando uma "constituição supra-nacional" que deve ser cumprida, devido ao poder de sanção da organização e ainda que, nem sempre essas regras sejam negociadas de forma transparente e democrática. Neste sentido a IGTN se constitui como um recurso técnico e político na área das negociações do comércio internacional para identificar os impactos destas sobre as mulheres, ao mesmo tempo, para contribuir à modificação das decisões comerciais desde o ponto de vista da melhoria da situação das mulheres e também para a diminuição das desigualdades de gênero. Esta publicação pretende contribuir, a partir do movimento de mulheres, na definição de estratégias para enfrentar as negociações em curso na OMC e criar alternativas que possam favorecer a equidade de gênero e o desenvolvimento sustentável dos países. |
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As Mulheres de Altamira na Defesa da Água como Direito Humano Fundamental Este trabalho é resultado da pesquisa Impactos da privatização da água nos direitos das mulheres. Proposta por iniciativa do Comitê de Mulheres da Aliança Social Continental e patrocinada pela Fundação Böll, esta pesquisa foi desenvolvida na Bolívia e no Brasil por meio de estudos de caso, com o objetivo de analisar, de forma comparativa, os efeitos da privatização de serviços relacionados à água sobre os direitos das mulheres. No caso brasileiro a que este trabalho se circunscreve, ela foi realizada, contando com o apoio do GT Gênero da REBRIP e o Ponto Focal Brasil da IGTN - Rede Internacional de Gênero e Comércio. Foi selecionado um caso para estudo na região amazônica, que envolvia a construção de um complexo de grandes barragens no rio Xingu. Durante anos o movimento das mulheres de Altamira, no Estado do Pará, manteve-se mobilizado para acompanhar o desenrolar das decisões e das ações do Estado relativas a esse grande projeto, posicionando-se contra a sua execução. Embora não se trate, stricto sensu, de analisar os impactos de um empreendimento em funcionamento, pois ele até o presente não se efetivou, foi a possibilidade de supressão de seus direitos que levou as mulheres do campo e da cidade, e até mesmo as mulheres indígenas, a se mobiliza rem, por mais de uma década, para impedir sua realização. |
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Estratégias das Mulheres para a OMC A partir da necessidade de estabelecer um posicionamento desde a perspectiva
das mulheres e da eqüidade de gênero frente aos acordos comerciais
em negociação na OMC, enfrentamos o desafio de realizar
um seminário internacional com mulheres dos diversos continentes
da Rede Internacional de Gênero e Comércio para, em conjunto,
debater e definir uma estratégia comum para influenciar os governos
na Reunião Ministerial realizada em Cancun, no México, em
setembro de 2003. O seminário "Estratégias das mulheres
frente a OMC" foi realizado nos dias 23 e 24 de junho, na cidade
do Rio de Janeiro (Brasil). Contou com a participação de
mais de 60 mulheres do Brasil e do continente americano, com representantes
de importantes entidades de mulheres e com feministas de todos os continentes
e regiões onde se encontra organizada a IGTN (África, Pacífico,
Ásia, Europa, Caribe, América do Norte e América
Latina). |
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